Admitindo a autopoiése (Maturana), teria a analise de redes sociais alguma utilidade?

Bom, após ler alguns textos do dr. Maturana, tentei criar uma ligação (que talvez alguém já tenha feito) entre a autopoiése intrapessoal, os sistemas autopoiéticos de ordem superior (organizações, sociedade e por que não empresas) e a análises de redes sociais (SNA).

A questão que me veio a mente como mais correta é:

Teria a análise de redes sociais alguma utilidade para sistemas autopoiéticos de ordem superior?

Estou considerando, empresas, ONGs e afins como possíveis sistemas autopoiéticos de ordem superior, mas isto é completamente questionável.

Bom, criei um tópico no fórum da Papagallis. Se alguém se interessar, pode entrar e contribuir neste endereço:

http://redepapagallis.ning.com/forum/topic/show?id=737965%3ATopic%3A2981

Uma ideia sobre “Admitindo a autopoiése (Maturana), teria a analise de redes sociais alguma utilidade?

  1. Thomas Ufer

    Oi Ronaldo,

    da uma olhada nos livros do Capra, o “Teia da Vida” e principalmente “Conexões Ocultas”. Não lembro de dele comentar diretamente sobre SNA, mas com certeza o modelo de sistemas vivos que ele
    aprenseta vale a pena, acima de tudo a sua extensão para sistemas socias no segundo livro. Ele
    combina 3 aspectos, estruturas discipativas, redes autopoiéticas e cognição, que ele complementa com o aspecto do significado para explicar estruturas sociais. Outro livro interessante, que
    apresenta um resumo bom da teoria de redes é o “Linked” do Barabasi.

    Dentro desse contexto, vai um pitaco (não que eu seja um expert nisso, pode ser que tenha
    aspectos da SNA que eu não conheça e eu esteja falando abobrinha). Vejo que a analise de redes
    socias (SNA) é um ótimo começo para a comprensão da autopoiese nas estruturas socias, mas vejo
    ainda limitações. Os sistemas socias vivos, auto-organizados, existem na esfera cultural, do
    significado, que surge com a comunicação.
    Vejo a SNA mais como uma forma de visualizar a estrutura “fisica” do organismo, ou seja as
    pessoas e suas relações. Mas para realmente comprender os sistemas sociais vivos, teremos que
    entender como é criado o significado nas conexões humanas, e como cultura, em um senso mais
    amplo, emerge dessas relações. Me parece que o SNA não cobre esses aspectos.

    Abraço,
    Thomas

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