Pré conceito pode ser bom?

Adaptação de um email que enviei pra meu grupo de estudos de Biologia Cultural.

Estava refletindo sobre nomear coisas, relacionamentos e pessoas.

Quando eu coloco um substantivo em algo, numa relação ou em alguém, acabo me relacionando com isto a partir de algum tipo de expectativa, mesmo que sutil.

Não digo uma expectativa grandiosa… uma sutil, mas que está lá, que não necessariamente gera sofrimento mas que acaba determinando a solidez que eu enxergo numa pessoa e no operar dela ou num relacionamento.

Não estou colocando isto como bom ou ruim, só dizendo como isto se passa comigo.

Vamos supor que tenho um amigo chamado Dalton (e tenho hehehehe)..

Quando digo “Dalton”, me vem uma imagem dinâmica dele à mente. E quando vamos nos encontrar pra alguma reunião, mesmo que sutilmente existe em mim uma espécie de “pré concepção” do Dalton que vou encontrar e da dinâmica que eu acredito que ele conserva. Isso é uma expectativa? Um pré conceito?

Se eu não tivesse esse pré concepção do Dalton que vou encontrar, será que eu iria ter o desejo de vê-lo?

Será que “conhecer” é distinguir algo ou alguém (e seu operar) e fazer guardar uma imagem disso em nós mesmos?

Reflexões de sexta para mim 🙂

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