Eras psíquicas da Humanidade

Estou lendo atualmente o livro Habitar Humano, de Humberto Maturana e Ximena Dávila Yañez. Inicialmente o livro propõem um olhar sobre uma ensaio possível sobre a evolução do habitar humano em eras psíquicas.

Essas eras definem um emocionear contidiano que guiavam o viver humano. Obviamente que trata-se de uma evolução que ocorreu de forma sutil e gradiente.

Faço aqui então um descrição dessas eras e a tradução de um descritivo delas feitas pelo meu amigo Ignácio Muñoz, num “pizarron” aqui da Papagallis:

Era arcaica

Origem do Humano, na origem da família. “O amar era um suceder espontâneo”
Homo sapiens-amans amans, 3 milhões de anos

Era matrística

Expansão cultural em torno da unidade psiquica da existencia. O amar como conviver desejado. Isto começa a se perder com o surgimento da desconfiança do mundo natural.

Era do apoderamento ou apropriação

Origem do patriarcado ou patriarcalismo. Apropriação da verdade e veneração da autoridade. Atitude de acumular e possuir tudo, sem se importar com os outros. Ter a mesma coisa que os outros tem.

Era psíquica moderna

Origem do capitalismo. Expansão do pensamento científico e tecnológico. Dominio da autoridade e alienação no poder e no lucro. Teorias guiam o viver humano.

Era pós-moderna

Origem da dominação cultural da ciência, da tecnologia e do dinheiro. Tentação da onipotencia. Cegueira de ter a certeza que “sabemos que podemos fazer tudo o que imaginamos ser possível se operamos com as coerências do mundo que conhecemos.

Era pós-pós-moderna

Possível origem de uma cultura de bem-estar e da harmonia entre biosfera e antroposfera. Surgimento da reflexão e da ação ética consciente. O ver e o sentir a dor e o sofrimento na Bio-Antroposfera que vem na alienação da onipotência.

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