Arquivo da categoria: Aprendizagem Informal

Para entender um pouco mais de World Café e da Papagallis

Estes dias nós da Papagallis fizemos duas apresentações sobre nossa empresa e sobre o World Café (café com conversa como chamamos).

Aqui estão elas 🙂

Emocionar-se é…

…agir dentro de um certo domínio de ações definidas por certas disposições corporais dinâmicas!

Talvez não seja uma definição bonita ou poética que se possa dar a algo tão belo quanto o fato de “emocionar-se”. Esta é uma definição sobre a ótica da biologia que tirei da leitura de vários materiais sobre as pesquisas de Maturana, que entre outras coisas é biólogo e educador.

Ora, me peguei a observar. Esses dias fui tocar acordeon num barzinho aqui de Sorocaba. Fazia tempo que não tocava em bares e confesso que senti um certo medo misturado com uma certa timidez. Bom, na verdade percebi que estas sensações refletiam na velocidade e qualidade dos meus pensamentos. Refletiam na minha musculatura toda.. meus dedos um tanto trêmulos, uma sensação estranha nos braços e na minha face. Refletiam na forma que eu olhava pras pessoas e recriava aquela sensação e, ao mesmo tempo, tentava me sentir a vontade com fato de que iria tocar dali uns minutos. Como sempre é de acontecer, na hora do show a coisa fluiu muito bem e as emoções que senti foram muito positivas.

Depois de pequena reflexão, me perguntei até se aquela sensação desconfortável inicial não foi, de certa forma, benéfica para o momento em que entrei no palco, já que ela criou uma tensão que se transformou em muita energia na hora de tocar.

Mas perceba: quais são as disposições de seu corpo, de seus músculos e de seus pensamentos quando você está com raiva? Quando você está feliz? Quando está calmo? Quando está apressado? Quais são os líquidos e energias que te movem e quais são as emoções que você percebe?

Bom, é um estudo bem interessante este, por que até uma coisa tão certa quanto o pensamento lógico tem sua base nas emoções. Estive pensando: como planejo meu futuro se estou feliz? Com certeza é diferente de fazer qualquer planejamento com preocupações, sentindo tristeza ou raiva.

O cérebro límbico, que é constituído pelas camadas mais profundas do cérebro humano, “controla” (talvez esta não seja a melhor palavra) as emoções e a fisiologia do corpo. Esta é a parte mais antiga do cérebro de nossa espécie e recebe informações de várias partes do corpo. O Neocórtex, parte do cérebro onde se dão as cognições, se formou ao redor do cérebro límbico durante milhões de anos de evolução e sua estrutura (inclusive de tecidos) é diferente do límbico. Uma das consequencias disto é que diante de uma situação ou de uma ameaça, nosso cerébro límbico reage primeiro que o neocórtex. Bom, pelo que entendo, isto deve significar que sentimos emoções antes de racionalizar as coisas e, por consequência, nossa racionalidade é influênciada por nossas emoções.

Segundo David Servan, doutor em ciências neurocognitivas, o cérebro emocional (límbico) nos dirige rumo as experiências que buscamos e o cognitivo (neurocórtex) tenta fazer com que cheguemos lá do modo mais inteligente possível. Como recebem as informações mais ou menos ao mesmo tempo, eles podem cooperar ou competir entre si sobre o controle do pensamento, das emoções ou do comportamento. O resultado dessa interação determina o que sentimos, nossas relações com o mundo e nossos relacionamento com os outros.

Ainda segundo David Servan, a competição entre os dois cérebros, pouco importa a forma que tome, nos torna, seguramente, infelizes.

Me emociono, logo penso? A verdade é que ainda há muitas coisas a serem descobertas sobre nós, seres humanos!

Admitindo a autopoiése (Maturana), teria a analise de redes sociais alguma utilidade?

Bom, após ler alguns textos do dr. Maturana, tentei criar uma ligação (que talvez alguém já tenha feito) entre a autopoiése intrapessoal, os sistemas autopoiéticos de ordem superior (organizações, sociedade e por que não empresas) e a análises de redes sociais (SNA).

A questão que me veio a mente como mais correta é:

Teria a análise de redes sociais alguma utilidade para sistemas autopoiéticos de ordem superior?

Estou considerando, empresas, ONGs e afins como possíveis sistemas autopoiéticos de ordem superior, mas isto é completamente questionável.

Bom, criei um tópico no fórum da Papagallis. Se alguém se interessar, pode entrar e contribuir neste endereço:

http://redepapagallis.ning.com/forum/topic/show?id=737965%3ATopic%3A2981

World Café – Como se prepara?

Após ajudar na produção de alguns encontros ao estilo World Café, resolvi iniciar um artigo na Wiki da Papagallis que, pra quem não sabe, é a empresa onde trabalho. O artigo está no início ainda, ótimo pra quem quiser colaborar com o mesmo!

O endereço é:

http://wiki.papagallis.com.br/World_Café

Comecei um outro artigo também que fala sobre o que é preciso para produzir um encontro no estilo World Café. É uma coisa meio pratica.  Este texto está bem cru ainda:

http://wiki.papagallis.com.br/O_que_é_necessário_para_realizar_um_World_Café

Só pra lembrar, to começando a organizar este conhecimento ainda, na medida do tempo que tenho entre um café e outro. A Ligia da Papagallis também tá ajudando 🙂

Primeiras impressões sobre o World Café

Heute im World Coffee...Seguindo os ótimos exemplos que Fabiano Caruso nos dá muitas vezes ao escrever e compartilhar suas reflexões sobre os livros conforme ele os lê, vou escrever um pouco sobre minhas impressões iniciais a respeito do livro “O World Café”, de Juanita Brown e David Isaacs.

Li 20% do livro ainda, mas já é suficiente para dizer que estou apaixonado por ele e pelo World Café em si. O que dizer de um livro que logo na sua introdução, propõe ao leitor que pare de ler e faça seguinte reflexão:
O que me trouxe até este livro?

Sobre o World Café em si, já destaco duas coisas que me ocorreram nesta leitura preliminar:

  • O Convite: Assim como no Open Spaces, o convite é parte fundamental do processo. No world café, o convite está presente a todo momento. O convite está presente no anfitrião que reconhece a todo instante que todas as pessoas são bem-vindas e importantes. Isso faz parte da criação do ambiente acolhedor de um World Café.
  • A mobilização: Tenho impressão que as conversações são, na verdade, instrumentos para mobilização (calma, nada de ativismos!). Para que possamos realizar coisas especiais, precisamos conversar sobre elas. Mas sobre o que realmente vale a pena conversar? Acho que a Juanita destacou um pouco isso no começo do livro, e bateu um pouco numa tecla que interpretei da seguinte forma: Quais conversas são significativas para este momento da humanidade? Como está destacado no livro, as conversações são as ferramentas que temos para transformar o mundo em que vivemos, nos mobilizarmos e tentarmos construir algo melhor para as próximas gerações e o World Café é uma ótima ferramenta para CONVERSAÇÕES!

Enquanto me delicio com estas reflexões que o autor propõem, fico esperando a oportunidade de tocar o livro novamente e devorá-lo mais um pouco. Estrahamente tenho impressão que o World Café é também um jeito de agir e pensar, que se reflete inclusive na forma que o livro foi escrito e por isto ele é tão gostoso de ler. É convidativo, parece que tem alguém conversando contigo… um anfitrião.

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Gina Bianchini falando sobre o ning

Um vídeo legal sobre o ning, por quem comanda a bagaça:

[podtech content=http://media1.podtech.net/media/2007/02/PID_010362/Podtech_NING_demo.flv&postURL=http://www.podtech.net/home/2239/build-your-own-social-space-with-ning-version-2            &totalTime=751000&breadcrumb=60442f7aaf2d4dd7a0b86f000ea12e02]

Mapas mentais e árvores hiperbólicas.

Quem já usou o freemind sabe como ele facilita o entendimento de uma realidade. Seja uma questão social ou seja uma questão técnica, a organização provida por um mapa mental facilita nosso entendimento e nos ajuda a tomar decisões. Por que? Não sei exatamente, mas pude experimentar a sensação de ter mais firmeza para tomar uma decisão ao fazer um mapa mental com o freemind.

Hoje conheci mais uma ferramenta que nos ajuda no entendimento da realidade por meios digitais, a árvore hiperbólica. Na verdade, os dois conceitos são muito parecidos (se não forem os mesmos).

Estava pesquisando informações sobre telecentros e tive a felicidade de achar, por acaso, uma árvore hiperbólica de telecentros. Vale a pena vocês visitarem, não somente para entender o que é um telecentro, mas também para entender o que é uma árvore hiperbólica:

http://www.telecentros.desenvolvimento.gov.br/sitio/informacoes-empresariais/arvore/arvore/

O mais legal, é saber que o Governo brasileiro disponibilizou o software e seu código para quem quiser utlizar:

http://repositorio.agrolivre.gov.br/projects/hipereditor/

A partir daí, estive pensando: – e se nós gerarmos mapas hiperbólicos dos conteúdos de uma wiki, lendo os links internos de cada artigo e transformando estes links em nós filhos? É claro, um nó filho acaba quando não há mais ligações internas. Acho que vai ser do ca..lho!