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Até que enfim, forró de Sexta em Sorocaba

https://i2.wp.com/img3.orkut.com/images/mittel/47/11250047.jpg?w=625Essa é pra quem gosta!

Já há 2 ou 3 anos que comecei a tocar forró em Sorocaba. A história do forró na cidade é longa, mas pra resumir, quando eu comecei, o point eram as quarta-feiras no Bier. Época em que o Trio Macaíba animava a noite ao som de muito pé-de-serra… era muito bom.

O tempo passou, o Bier ficou pra trás e a verdade é que a única opção que restou (considerável) foram os sábados com o Forró Maromba, no Espaço Fórum.

E a Sexta Feira?? Pois é, o Forró Eusébio, minha banda, tá tocando toda sexta feira agora no Bar Brasil, no Campolim, animando a galera, com forró, pé-de-serra, universitário, cirandas e o que mais vier 🙂

Pra quem quiser conferir, o Bar Brasil fica Antonio Carlos Comitre, 2869 (descendo). O som começa a rolar nas sextas a partir das 23:30h

Aparece lá!

O último dia do Bando de Vivi

Há dois anos atrás, eu entrei para uma banda de forró da minha terra. Comecei um novo projeto na minha vida… fiz várias apresentações, botei muita gente pra dançar!

Tivemos altos e baixos, mas me lembro de muitos bons momentos em que fizemos muita gente dançar a noite inteira.

Neste sábado passado, 20 de Setembro, meu amigo Marcelo “7 Flautas” Ribeiro, pilar da nossa banda, foi se embora para Inglaterra, onde pretende passar uns 6 meses. Então fizemos nossa ultima apresentação na sexta retrasada, dia 12 de Setembro em Ibiuna, no Calibragem Bar.

Valeu Marcelo, Vivi, Rick, Tony e Douglas por todos os momentos e forrós que animamos!

Bando de Maromba no Hotel Pitangueiras, mais uma festa Julina

Neste último sábado dia 12/07/08, toquei novamente com o Felipe (vulgo Lipi) e com o José (também conhecido como Gabriel Pensador, o cara é identico). Ambos do Forró Maromba.

Dessa vez fomos animar uma festa Julina do Hotel Fazenda Pitangueiras. Mandamos bem pakas, e nos divertimos.

Chegamos lá as 18h pra montar o som, pensando que começaríamos a tocar as 19h. Começou a dar uma fome descomunal! Os 3 ficaram encabulados de pedir um rango pro pessoal do Hotel, chegamos a comprar um salgadinho na parada!

Fiquei pensando, por que ficamos com vergonha de pedir comida praquela gente rica. No final, fomos e pedimos. Obviamente fomos bem atendidos, não tinha por que ficar com vergonha. Comemos muitíssimo bem e fomos tocar.

Bom, na tarde deste dia, nós fizemos um repertório pra não dar chabú na hora, afinal, tocaríamos quase 3 horas direto (e tocamos!)

O repertório foi o seguinte (com os tons):
Riacho do Navio – E
Esperando da Janela – E
Paraíaba Masculina – F
Procurando Tú – Em
Festa do Interior – A
Pagode Russo – Gm
Forró no Escuro – F
Sala de Reboco – Dm / pisa na fulô – Em
Olha pro Céu – Am
Feijão Queimado / Músicas de quadrilha
Saudade docÊ D/ Xodó D
Qui ném Jiló C
Abri a Porta G
Tico tico no Fubá / Brasileirinho
Vida do Viajante D
Chiclete com Banana G
Baião E
Assum Preto D
Asa Branca F / Volta da Asa Branca F
Xote das Meninas Dm
baiao da garoa G
Tu Vens G
Isso aqui tá bom demais D
Roendo Unha
Chupando Gelo G
Xililique (ou seria Chililique??) G
chileno de rozinha Em
instrumentais
Sabiá – Dm

Muito forró Pé de Serra. Além dessas, também emendamos na hora “Isso aqui tá bom demais” do Dominguinhos e Pedras que
Cantam.

Maromba também é cultura! O Lipe no meio da história disse que o Baião surgiu a partir do Cocô. Obra do Luiz Gonzaga, por isso o cara foi e é o rei do Baião.

Mais festa julina em sorocaba

Hoje fui tocar em uma festa familiar. Tinha cerca de 40 pessoas, todas muito animadas, foi um barato. Tinha um pessoal que dançava muito.

Isso ajuda! A gente também respondeu… nós soltamos o som ficou muito legal. Tinha uma hora que abri os olhos (estava com els fechados, viajando) e vi que o Douglas e o Tony também estavam viajando (não usamos entorpecentes!).

Improvisamos muito. Hoje não emendei nenhuma das músicas que a gente costuma emendar. Emendei somente músicas diferentes! Tava muito previsível!

Bom, só faltou o Rick desta vez. Rick Machado é professor de dança e toca na bando comigo. Ele fica no Zabumba, sendo assim hoje quem levou foi o Marcelo (ficamos sem flautista). Fazê o que!?

Hoje acrescentamos ao repertório algumas músicas como Sebastiana do Jackson do Pandeiro.

E que venham mais festas neste Julho!

Festa Junina 28/06/08

To pensando em começar a registrar as apresentações que ando fazendo como “sanfoneiro” véio!

Acho interessante poder um dia pesquisar isso de volta, mostrar pro meus filhos, netos, bis netos etc.!

🙂 Então lá vai. Neste sábado, eu, o Tony, o Marcelo 7 flautas, o Douglas Voleibol, e meu amigo fomos até uma fábrica de ração aqui em Sorocaba, animar uma festa junina, pros colaboradores da empresa.

A vivi não pode ir pois tinha que trabalhar até as 22:30. Chamamos meu amigo Edilson pra dar uma força pra gente.

Improvisamos um monte visto que realmente nosso forte não é cantar, pra isso a gente tem a Vivi que manda muitíssimo bem. Enfim, até eu tive que cantar!

O repertório foi um bucado o de sempre. Luiz Gonzaga, Jackson, etc

A inovação dessa vez foi: Chililique, Forró do Futuro, Olha pro Céu, Chiclete com Banana.

Tocamos durante umas 3 ou 4 horas. Pra mim foi divertido. Espeto poder tocar lá novamente algum dia 🙂

Aquarela Lunar

Um dos projetos que participei na minha vida foi um CD de composições minhas e principalmente do meu amigo Fabrício Pacheco. A gente resolveu presentear nossos amigos no final de 2005 (ou seria 2006?) com um CD caseiro. Bom, lá fomo nós… com ajuda de um PC, um microfone bom, um software pra remover ruídos, um teclado maneiro e nossos instrumentos de praxe (violão, flauta e acordeon), conseguimos terminar o CD em 20 dias, a tempo de dar de presente de Natal 🙂

São músicas calmas e profundas, bom pra relaxar. Quem tiver interesse pode baixar os MP3’s na página abaixo:

Aquarela Lunar

MP3’s da minha Banda de Forró

Pessoal, deve ter gente que acessa este blog vez em quando, ou assina o RSS do mesmo e não sabe que aqui é um sanfoneiro que vos escreve. Bom, na verdade um aprendiz, muito iniciante ainda visto a habilidade de tante gente boa que tá tocando neste Brasil (e por aí a fora também).

Tenho até uma banda de forró, olha só 🙂 Quem quiser pode baixar alguns MP3’s que consegui gravar numa das apresentações que fizemos.

Acesse a página da minha banda aqui no meu Blog:

Forró Euzébio

É só entrar na página e baixar.

A propósito, estamos procurando um novo nome pra Banda. Alguém aí pode ajudar?

Emocionar-se é…

…agir dentro de um certo domínio de ações definidas por certas disposições corporais dinâmicas!

Talvez não seja uma definição bonita ou poética que se possa dar a algo tão belo quanto o fato de “emocionar-se”. Esta é uma definição sobre a ótica da biologia que tirei da leitura de vários materiais sobre as pesquisas de Maturana, que entre outras coisas é biólogo e educador.

Ora, me peguei a observar. Esses dias fui tocar acordeon num barzinho aqui de Sorocaba. Fazia tempo que não tocava em bares e confesso que senti um certo medo misturado com uma certa timidez. Bom, na verdade percebi que estas sensações refletiam na velocidade e qualidade dos meus pensamentos. Refletiam na minha musculatura toda.. meus dedos um tanto trêmulos, uma sensação estranha nos braços e na minha face. Refletiam na forma que eu olhava pras pessoas e recriava aquela sensação e, ao mesmo tempo, tentava me sentir a vontade com fato de que iria tocar dali uns minutos. Como sempre é de acontecer, na hora do show a coisa fluiu muito bem e as emoções que senti foram muito positivas.

Depois de pequena reflexão, me perguntei até se aquela sensação desconfortável inicial não foi, de certa forma, benéfica para o momento em que entrei no palco, já que ela criou uma tensão que se transformou em muita energia na hora de tocar.

Mas perceba: quais são as disposições de seu corpo, de seus músculos e de seus pensamentos quando você está com raiva? Quando você está feliz? Quando está calmo? Quando está apressado? Quais são os líquidos e energias que te movem e quais são as emoções que você percebe?

Bom, é um estudo bem interessante este, por que até uma coisa tão certa quanto o pensamento lógico tem sua base nas emoções. Estive pensando: como planejo meu futuro se estou feliz? Com certeza é diferente de fazer qualquer planejamento com preocupações, sentindo tristeza ou raiva.

O cérebro límbico, que é constituído pelas camadas mais profundas do cérebro humano, “controla” (talvez esta não seja a melhor palavra) as emoções e a fisiologia do corpo. Esta é a parte mais antiga do cérebro de nossa espécie e recebe informações de várias partes do corpo. O Neocórtex, parte do cérebro onde se dão as cognições, se formou ao redor do cérebro límbico durante milhões de anos de evolução e sua estrutura (inclusive de tecidos) é diferente do límbico. Uma das consequencias disto é que diante de uma situação ou de uma ameaça, nosso cerébro límbico reage primeiro que o neocórtex. Bom, pelo que entendo, isto deve significar que sentimos emoções antes de racionalizar as coisas e, por consequência, nossa racionalidade é influênciada por nossas emoções.

Segundo David Servan, doutor em ciências neurocognitivas, o cérebro emocional (límbico) nos dirige rumo as experiências que buscamos e o cognitivo (neurocórtex) tenta fazer com que cheguemos lá do modo mais inteligente possível. Como recebem as informações mais ou menos ao mesmo tempo, eles podem cooperar ou competir entre si sobre o controle do pensamento, das emoções ou do comportamento. O resultado dessa interação determina o que sentimos, nossas relações com o mundo e nossos relacionamento com os outros.

Ainda segundo David Servan, a competição entre os dois cérebros, pouco importa a forma que tome, nos torna, seguramente, infelizes.

Me emociono, logo penso? A verdade é que ainda há muitas coisas a serem descobertas sobre nós, seres humanos!

Retrospectiva da obra de Yoko Ono em São Paulo


yoko ono
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Ontem enquanto dava uma passeada no centro de São Paulo, dei um pulinho até o Centro Cultural do Banco do Brasil e pude desfrutar de algumas obras de Yoko Ono.

O que mais me impressionou, foi o nível de reflexão e prazer que algumas de suas obras propiciam.

Vale a pena uma visita! Pra quem não sabe, o Centro Cultural do Banco do Brasil fica na rua Álvares Penteado (esquina com a rua da Quitanda), no centro velho da cidade. O acesso pode ser feito pelo metrô, utilizando as estações Sé e São Bento.

A entrada é gratuíta e a exposição fica lá até dia 3 de fevereiro de 2008.

PASSALÁ!

Teia 2007 e o jornalismo cultural independente

“Um dia o povo brasileiro vai parar de procurar a teia do Homem Aranha e vai dar mais atenção pra Teia da cultura brasileira…”

hehehehe Lenda ou não, dizem que esta foi a última fala do presidente Lula durante a abertura da Teia 2007, evento que reuniu vários pontos de cultura durante 5 dias em Belo Horizonte, pra discutir as políticas relacionadas ao programa cultura viva do ministério da Cultura e para apresentar seus trabalhos culturais (danças, artesanatos, músicas, ações, teatro etc.).

Eu fui a trabalho, mas confesso que me diverti bastante, afinal, quem disse que trabalho significa dor 🙂 Dancei frevo, maracatú, moçambique, cavalo-marinho, jongo e ciranda.

A Papagallis, empresa em que trabalho, foi até lá pra realizar junto a outros atores uma oficina de jornalismo cultural independente. Realizamos um trabalho de 10 dias com 100 pessoas, dentre delas estavam jornalistas, fotógrafos, estudantes de jornalismos, ativistas, malucos etc. Fizemos dois dias de World Café com essa galera pra criar um sentimento de grupo e responder perguntas como “O que é Jornalismo Cultural independente?” e “Como fazer isto?”.

Bom, as várias respostas e novas perguntas vieram do próprio grupo. Fizemos então uma pequena desconferência onde alguns meios de realizar a cobertura independente e ao mesmo tempo compartilhada foram apresentadas e propostas.

O coletivo 100canais do qual faço parte, apresentou a agência Teia, uma proposta de agência de notícias colaborativa que permite uma agregação inteligente de notícias publicadas em blogs pessoais (de diversos jornalistas) através de TAG’s combinadas para um determinado evento, bem como a discussão pública de pautas e divisão da cobertura de maneira orgânica, através de uma rede social formada pelos jornalistas participantes do evento.

Eu dei algumas oficinas a respeito do assunto, tem até um vídeo feito pela Ana Carmem 🙂

Bom, afinal desses dias, algumas pessoas comentaram a respeito do resultado da oficina.. é melhor ouvir a opinião delas primeiro:

http://papagallis.com.br/2007/11/06/comentarios-sobre-nossa-ativacao-na-teia-2007/

Da minha parte, antes de falar qualquer coisa a respeito sobre jornalismo, coloco minha satisfação e minha crença cada vez maior nas conversações, no diálogo, nas ferramentas sociais como o world café, o círculo, o Open Space/Desconferência. Meu sentimento após essa imersão de duas semanas utilizando essas técnicas participativas, é de que conversar vale a pena.
Quem está dizendo isto é um cara bem introvertido!