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Admitindo a autopoiése (Maturana), teria a analise de redes sociais alguma utilidade?

Bom, após ler alguns textos do dr. Maturana, tentei criar uma ligação (que talvez alguém já tenha feito) entre a autopoiése intrapessoal, os sistemas autopoiéticos de ordem superior (organizações, sociedade e por que não empresas) e a análises de redes sociais (SNA).

A questão que me veio a mente como mais correta é:

Teria a análise de redes sociais alguma utilidade para sistemas autopoiéticos de ordem superior?

Estou considerando, empresas, ONGs e afins como possíveis sistemas autopoiéticos de ordem superior, mas isto é completamente questionável.

Bom, criei um tópico no fórum da Papagallis. Se alguém se interessar, pode entrar e contribuir neste endereço:

http://redepapagallis.ning.com/forum/topic/show?id=737965%3ATopic%3A2981

Teia 2007 e o jornalismo cultural independente

“Um dia o povo brasileiro vai parar de procurar a teia do Homem Aranha e vai dar mais atenção pra Teia da cultura brasileira…”

hehehehe Lenda ou não, dizem que esta foi a última fala do presidente Lula durante a abertura da Teia 2007, evento que reuniu vários pontos de cultura durante 5 dias em Belo Horizonte, pra discutir as políticas relacionadas ao programa cultura viva do ministério da Cultura e para apresentar seus trabalhos culturais (danças, artesanatos, músicas, ações, teatro etc.).

Eu fui a trabalho, mas confesso que me diverti bastante, afinal, quem disse que trabalho significa dor 🙂 Dancei frevo, maracatú, moçambique, cavalo-marinho, jongo e ciranda.

A Papagallis, empresa em que trabalho, foi até lá pra realizar junto a outros atores uma oficina de jornalismo cultural independente. Realizamos um trabalho de 10 dias com 100 pessoas, dentre delas estavam jornalistas, fotógrafos, estudantes de jornalismos, ativistas, malucos etc. Fizemos dois dias de World Café com essa galera pra criar um sentimento de grupo e responder perguntas como “O que é Jornalismo Cultural independente?” e “Como fazer isto?”.

Bom, as várias respostas e novas perguntas vieram do próprio grupo. Fizemos então uma pequena desconferência onde alguns meios de realizar a cobertura independente e ao mesmo tempo compartilhada foram apresentadas e propostas.

O coletivo 100canais do qual faço parte, apresentou a agência Teia, uma proposta de agência de notícias colaborativa que permite uma agregação inteligente de notícias publicadas em blogs pessoais (de diversos jornalistas) através de TAG’s combinadas para um determinado evento, bem como a discussão pública de pautas e divisão da cobertura de maneira orgânica, através de uma rede social formada pelos jornalistas participantes do evento.

Eu dei algumas oficinas a respeito do assunto, tem até um vídeo feito pela Ana Carmem 🙂

Bom, afinal desses dias, algumas pessoas comentaram a respeito do resultado da oficina.. é melhor ouvir a opinião delas primeiro:

http://papagallis.com.br/2007/11/06/comentarios-sobre-nossa-ativacao-na-teia-2007/

Da minha parte, antes de falar qualquer coisa a respeito sobre jornalismo, coloco minha satisfação e minha crença cada vez maior nas conversações, no diálogo, nas ferramentas sociais como o world café, o círculo, o Open Space/Desconferência. Meu sentimento após essa imersão de duas semanas utilizando essas técnicas participativas, é de que conversar vale a pena.
Quem está dizendo isto é um cara bem introvertido!